sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Dupla Odisséia do Ser

Lamentável quão é
foi
ou não talvez foi, é
tão
Bom além pensar é
forte
sangrado coração, é
quando
Com tua vontade é
descobri
vontando aqui estar
sem ti
Não em vão será, e
que não
vier a morte cá
poderia eu
Que venha dissecar
viver aqui
meu peito enganar
Por qualquer ano
leve se quiser levar
Estou aqui porque
te amo

Loucura

Como se aguardasse o dia
Como se o dia chegasse
Fazendo nada além de tal
Fazendo não seria nem faltal
Como que chegasse ironia
Como se ironia aguardasse
Fazendo aqui infame banal
Fazendo então enfeite total
Como que se amasse
E o amasse chegasse
Ironicamente fatal
Infamemente total
Aguardando o enfeite banal
Como se amasse algum dia
Como se algum dia amasse
Tudo seria possível
Se tal amor aceitasse

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Adolescência

É repetido sucessivamente que a adolescência é uma idade complicada: cheia de incertas, dúvidas e medos. Porém ninguém lembra, defende... que é uma idade marco,
uma etapa da vida que se tem de passar e não podendo ser diferente, em vez de estigmatizar com uma idade problemática, poderíamos procurar a melhor forma de vê-la. Nisso precisamos dos pais, a dificuldade é que muitas vezes os adultos não têm tempo para seus filhos, devido essa vida insana que se leva neste mundo desumano. Nas maiorias das vezes preferem classificar os adolescentes como “aborrecentes”, do que entendê-lo com a sensibilidade de quem já teve a mesma idade. Ninguém chega à idade adulta, constrói uma vida próspera e feliz, sem ter um bom alicerce, e essa base são em grande parte formada na infância e adolescência, é por isso que devemos tomar muitos cuidados o que fazemos nelas. Em todas as idades os erros não passam impunes, no entanto na puberdade tudo é mais complexo devido o jovem não está psicologicamente maduro para se levantar com dignidade duma queda, por conta duma falha ele pode pôr sua vida profissional, sentimental e até espiritual a perder.
A puberdade pode ser uma ótima fase da vida, é só o jovem assumir seu papel com responsabilidade na comunidade, pois não há outra forma de se realizar como ser humano senão pela dignidade, trabalho, responsabilidade... Sendo-se adolescente, adulto, homem ou mulher... Todos têm de procurar tornar esse mundo melhor e não ao contrário com revolta infundada, rebeldia, caprichos... Afinal a adolescência é a transição para a vida adulta, e aquele que a aproveitam dessa forma, sem deixar os encantos característicos próprios dessa fase da vida, geralmente será um adulto muito mais realizado e feliz, não é isso que procuramos desde a mais tenra idade? A vida é uma busca constante pela felicidade, e na puberdade já se começa desenhar quem seremos, como enxergaremos o mundo, os problemas... Enfim tudo que se viveu se aprendeu e se valorizou na infância e adolescência é colhida a posteriores.
O mundo está nessa situação lastimável justamente pela falta de diálogos entre as pessoas. Se não repensamos a educação neste país, a situação vai ficar insustentável, onde será preciso construir cada vez mais presídios, para “corrigir” o erro de não se ter dado o devido valor à escola. Os jovens não precisam de críticas, indiferenças, maus tratos... Necessitam sim de opções, respeito, oportunidades... Para serem felizes e prosperarem. O que tem de ser feito é simplesmente cumprir o “Estatuto da Criança e do adolescente”. O que não é feito e dizem que não sabem o motivo da juventude está se perdendo: entra aí a falta de responsabilidade dos que “dirigem” esse país das desculpas, essa é a melhor classificação para o Brasil: “O País das Desculpas” e é muito estafante ouvir desculpas esfarrapadas.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Se eu fosse uma menina...

Se eu fosse uma menina, dessas que beiram o mundo, eu seria tão fútil, que só sairia para a rua maquiada e me preocuparia com minha maquiagem, não meu caráter!

Se eu fosse uma menina, perderia três horas escolhendo duas peças de roupa no shopping.

Se eu fosse uma menina, eu me modelaria o corpo só para jogar na cara das minhas amigas que era a mais atraente!

Se eu fosse uma menina, eu deixaria meu rosto bonito, pois sem a beleza estética jamais seria uma modelo!

Se eu fosse uma menina, eu só leria revistas de moda e de decoração.

Se eu fosse uma menina, eu veria as novelas das sete e das oito, desligando no Jornal Nacional, que seria hora de fazer o jantar.

Se eu fosse uma menina, sonharia em fazer uma faculdade ou de humanas ou de biomédicas, dessas que fazem as mulheres! Exatas é coisa para homens, apenas!

Se eu fosse uma menina, nunca me envolveria com discussões políticas!

Se eu fosse uma menina, nunca me engajaria numa luta democrática!

Se eu fosse uma menina, teria apenas um parceiro na minha vida toda para não ser chamada de piranha!

Se eu fosse uma menina, eu esperaria o menino que eu gosto “chegar” em mim, pois isso é coisa de homens! Eu não teria personalidade, seria só mais uma!

Se eu fosse uma menina, eu teria uma personalidade machista, pois mesmo as meninas estão submetidas a isso nessa sociedade!

Se eu fosse uma menina, eu seria apenas uma reprodutora!

Se eu fosse uma menina, eu perdoaria meu namorado traidor, porque é mais normal das meninas serem mais amáveis! (Traduzindo: Estúpidas!)

Se eu fosse uma menina, eu odiaria esportes radicais e de altos níveis de adrenalina, pois não são coisas para meninas!

Se eu fosse uma menina, eu ficaria orgulhosa do dia oito de março! Apenas nesse dia!

Se eu fosse uma menina, eu só escreveria historinhas para boi dormir, pois as meninas são sinônimas de graça, não de revolução!

Se eu fosse uma menina, eu nunca sonharia com os cargos mais altos, pois meninas nunca ocupam.

Mas no fundo do meu coração, eu teria orgulho e adoraria ser uma MULHER! Para ler esse texto, cuspir nele, e fazer o seguinte comentário:

-Seu idiota medíocre! AS MULHERES SÃO MUITO MAIS DO QUE VOCÊ ACREDITA, E MUITO MAIS DO QUE UM DIA VOCÊ JÁ PENSOU QUE FOSSEM!

Nota: As frases foram coletadas (e transformadas para uma linguagem fácil) de pessoas do sexo feminino com uma mentalidade atrasada e machista. Por isso mereceram ser chamadas de meninas.

P.s.Clássico: Não se ofendam mulheres, no fundo eu quis elogiar vocês!

COMO FAZER DIREITO


Tudo começou quando a turma de Direito resolveu colocar uma célebre frase em camiseta e ela virou moda no campus:

"Seu namorado faz direito? Vem cá que eu faço".

Em seguida, o pessoal de Medicina largou a seguinte:

"Ele pode até fazer direito, mas ninguém conhece seu corpo melhor que eu."

O pessoal de Administração não deixou para menos:

"Não adianta conhecer o corpo, fazer Direito se não souber Administrar o que tem"

O pessoal de Administração ficou bem na fita, quando a Turma de Agronomia apareceu com a seguinte frase:

"Uns conhecem bem, outros fazem direito, e alguns sabem administrar o que tem, mas plantar a mandioca como nós ninguém consegue!"

O pessoal da Publicidade largou esta:

"De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar e plantar a mandioca, se depois não puder contar pra todo mundo?"

A turma da Engenharia:

"De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, e poder contar pra todo mundo, se não tiver energia e potência para fazer várias vezes?"

A frase campeã ERA a da Economia :

"De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, poder contar pra todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes, se mulher gosta mesmo é de dinheiro? ”

NOVA FRASE DAS MENINAS DO CURSO DE NUTRIÇÃO:

"De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, poder contar pra todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes e ter dinheiro... se no final das contas a gente sempre precisa ensinar a comer!”


Do amigo Manoel Ferreira do Amaral

Findamento da melancólica inocência

As cortinas balançavam encharcadas contra a parede. Nunca nos lembravamos de fechar a janela. Nunca. Era muito bom não ter que atender telefones, ver fotos, sorrir. Devemos ter ficado por ali por mais de duas horas simplesmente sentados naquele sofá vagabundo sem trocar uma unica palavra. A música não existiria sem o silêncio.

- Me dá esse copo aqui – disse ela em monotom.

Estendi o braço demoradamente sem virar o rosto. Com certeza deveria estar atônito e absorvido num fluxo de pensamento sem foco nem utilidade, mas de certa forma prazeroso demais para me movimentar.

- O que vamos fazer hoje? – cobrou ela finalmente voltando o rosto para mim.

- Nada.

Seus olhos eram comuns e sem graça. Pequenos ovos de codorna que me lembravam que jamais chegaria perto de entender o que aconteceu e o que estava acontecendo. Quando se mexiam de um lado para o outro traduziam a impotência de qualquer porcaria que ainda estava por vir. Depois de um longo gole de vinho barato, uma longa gargalhada, um longo abraço apertado, uma cuspida na cara. Mãos sensiveis, capazes de dar espasmos de caganeira. “Voce lê pensamentos”. Comecou a rir como uma hiena depois de achar um montao de merda. Riu tanto que engasgou com a saliva e começou a soluçar compulsivamente.

Me voltei para a claridade estupida e cinza da janela. Numa das janelas do prédio ao lado havia um velho gordo de cueca cortando as unhas do pé apoiado na mesinha de centro da sala. Mais abaixo, uma pequena janela mostrava só metade de um rabo de pijamas proximo a uma cama que recebia camadas de lençois. Os honestos têm muita coisa na cabeça e quase nada para querer fazer.

- Vou embora daqui – disse eu me levantando de repente.

- Como assim? – susurrou ela com os pequenos ovos arregalados e retirando uma das mãos da boca.

- Pronto, chega desse soluço – completei voltando a sentar preguiçosamente.

Depois de perder a inocência, as cores ficam mais desbotadas, o tempo mais curto e o ar mais insípido. Jamais voltamos a nos interessar por nós mesmos. Ao mesmo tempo, nos tornamos mais seguros, sarcásticos e passamos a crer que realmente sabemos alguma coisa. Qualquer idéia de felicidade, ou da paradoxal hiperbólica `vontade de viver`, esta fundamentada no perpétuo desconhecimento deste contraste.

sábado, 7 de novembro de 2009

Ser só

O que será ser só
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?